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D'OS BICHOS


- 3º Ciclo e Público Geral -


"Bichos" de Miguel Torga é um universo desenhado em catorze contos, onde humanos e animais partilham características e também as vicissitudes da vida, colocando questões fundamentais sobre a sociedade e a própria existência. Este clássico da literatura portuguesa, foi publicado pela primeira vez em 1940. Cada um dos catorze contos tem uma personagem, um animal humanizado ou um humano, que é quase animal e todos vivem em luta com a natureza, Deus ou consigo mesmo.

Diferentes entre si nas suas particularidades, estes “bichos”, animais e humanos, estão todos na mesma “Arca de Noé”, a terra mãe, partilhando uma luta igual pela vida e pela liberdade. As suas histórias, apelam à interpretação porque representam dilemas muito humanos, partilhados quer pelos homens quer pelos animais. O Homem é, neste livro, mais um bicho entre os outros e não ocupa um lugar privilegiado na criação. Para Miguel Torga, a evolução afastou o Homem da natureza, condenando-o à perdição e, viaja com “Bichos” em busca da sua essência selvagem, da pureza dos instintos, pondo em causa Deus, liberdade, sociedade e a relação do individuo com elas.

Nascido em Trás-os-Montes em 1907, com o nome Adolfo Correia da Rocha, Torga frequentou um seminário, mas a falta de vocação e o desacordo com Deus levaram-no para o Brasil onde trabalhou na roça de um tio. Como recompensa, este pagou-lhe o curso de medicina em Coimbra e, foi entre a medicina e a literatura que Adolfo Correia da Rocha dividiu a sua vida. Adotou o pseudónimo Miguel Torga em 1934 criando uma ligação profunda entre a sua personalidade e a sua produção literária. “Miguel”, nome de arcanjo, mas também de Ângelo, Cervantes e Unamuno, humanistas por quem tinha reverência e com quem se identificava pela independência e inconformismo; “Torga”, uma urze, uma raiz que sobrevive e contribui para a sobrevivência das gentes nas serras transmontanas, geografias que ele tanto gostava e onde sempre regressou. Assim Miguel Torga, a sua obra e a sua terra foram uma e a mesma coisa.


Esta obra é recomendada pelo Plano Nacional de Leitura para o 7.ºe 8º ano de escolaridade.


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA 

Este espetáculo é um testemunho da união natural entre homens e bichos - animais com um sentir humano que se igualam ao homem na mesma luta pela sobrevivência. Dos contos da obra, debruçamo-nos sobre dois: o de Ladino, o pardal manhoso, astuto e sabido, que não deixa escapar uma oportunidade, e o de Vicente, o corvo que enfrentou tudo e todos (Deus incluído) para lutar pelas suas crenças e ideais.


Inspirado no texto original de Miguel Torga Encenação: AtrapalhArte

Interpretação: Élio Ferreira, Paulo Ribeiro e Tânia Catarino

Cartaz: Cristóvão Carvalheiro Duração: 50 minutos Classificação: M 6

REQUISITOS TÉCNICOS Espaço: 6,50 x 6,50 Som: disponibilizado pela companhia 

EQUIPA DE TRABALHO AtrapalhArte: 3 atores


No final do espetáculo, haverá uma sessão de esclarecimento que permite aos alunos colocarem questões e esclarecerem dúvidas acerca da obra ou da peça que viram. Também será possível aos professores tirar fotos às turmas com o cenário e elenco.



MORADA
Avenida Fernando Namora, 157 5º Dto | 3030-185 Coimbra


CONTACTOS
Produção - 912 097 195 | atrapalharte@atrapalharte.pt

Serviço Educativo - 915 696 862  | turmas@atrapalharte.pt

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