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FARSA DE INÊS PEREIRA

- Ensino Secundário e Público Geral -


Gil Vicente viveu num país que colhia os frutos do desenvolvimento comercial, resultado da expansão marítima do início do Séc. XV. As transformações sociais decorrentes do sucesso lusitano nos mares foram registadas pelo autor, que não poupou críticas ao comportamento moral dos seus conterrâneos, crítica essa visível um pouco por toda a sua obra.

A Farsa de Inês Pereira, peça encenada pela primeira vez em 1523, apresenta um enredo capaz de envolver o espectador até hoje, passados quase quinhentos anos. Mostra um autor em pleno domínio dos recursos linguísticos, da cultura popular e dos mecanismos cómicos que caracterizavam a sua obra. O ponto de partida para a escrita da peça foi um desafio lançado a Gil Vicente, já que questionavam a autoria das suas obras, sugerindo tratar-se de plágio. Propuseram ao escritor que criasse um enredo a partir do mote “Mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube”, ditado popular da época.

Esta Farsa é considerada a peça mais bem-acabada de Gil Vicente, testemunhando o conflito de valores que caracterizou o humanismo em Portugal, incorporando na sua estrutura a simetria existente entre os dois termos dessa comparação: Pero Marques encarna o asno que carregará Inês, enquanto o Escudeiro é o cavalo que a derruba. Para pôr em cena esses elementos, o autor utilizou na caracterização de Pero Marques aspetos que o aproximam de um asno: é parvo, teimoso, deselegante e servil. O Escudeiro, ao contrário, assemelha-se ao cavalo, apresentando-se como um nobre e elegante cavaleiro. Entretanto, essa semelhança termina na aparência, pois quaisquer outras características que se poderiam atribuir aos cavalos (como lealdade, generosidade ou valentia), ele não tem: é mentiroso, cínico, preguiçoso e covarde. Para seguir à risca a comparação de superioridade que subjaz ao enredo ("mais quero asno que me carregue do que cavalo que me derrube"), é necessário mostrar que Pero Marques tem valores autênticos, os valores medievais, enquanto o Escudeiro Brás da Mata se move por interesses materialistas, como os que predominam na época de Gil Vicente. 


Esta obra é recomendada pelo Plano Nacional de Leitura para o 10.º ano de escolaridade.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA 

Desejosa de escapar dos trabalhos domésticos que é obrigada a fazer na casa de sua mãe, a jovem Inês Pereira resolve conseguir um marido. Uma primeira tentativa é feita por intermédio da alcoviteira Lianor Vaz, que lhe indica para marido Pero Marques, aldeão simples, mas rico. Inês recusa o pretendente, considerando-o excessivamente simplório. Contrata então Vidal e Latão, dois irmãos judeus que lhe conseguem o marido dos seus sonhos: Brás da Mata, escudeiro galanteador. 


Texto Original: Gil Vicente Encenação: AtrapalhArte 

Interpretação: Cristóvão Carvalheiro, Eurico Santos, Jessica Duncalf e Tiago Santos 

Ilustração: Pedro Orrico Música: Ricardo França Duração: 60 minutos Classificação: M 12

REQUISITOS TÉCNICOS Espaço: 6,50 x 6,50 (3 metros de altura) Som: disponibilizado pela companhia 

EQUIPA DE TRABALHO AtrapalhArte: 4 atores


No final do espetáculo, haverá uma sessão de esclarecimento que permite aos alunos colocarem questões e esclarecerem dúvidas acerca da obra ou da peça que viram. Também será possível aos professores tirar fotos às turmas com o cenário e elenco.



MORADA
Travessa Vale do Rosal, Lote7 1º Esq
3040-321 Coimbra, Portugal


CONTACTOS
Produção - 912 097 195 | atrapalharte@atrapalharte.pt

Serviço Educativo - 915 696 862  | turmas@atrapalharte.pt

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